sábado, 21 de fevereiro de 2015

A DANÇA





Fito o infinito da luz Percorro com olhares indiscretos A nudez do tempo inexato e vasto. Então! Cuido desse universo deserto.   Seminua escolho o som do vento. Embriago-me de teu néctar azul. Cheiro a flor de jasmim - do seu jardim. Danço contornando seu corpo exato.   Uso as pernas como coreografias silentes. Parada eu faço uma dança sensual lilás. Mas o que me apraz mesmo é te olhar. Olhar-te sem receios, olhar-te sem pudor.   Enquanto dou voltas sigo seu desejo Desejo-te sem pressa, sem hora marcada Danço com o infinito, o infinito da luz. A dança que faço para você agora.  

 Soraia



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